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Coluna Asas #23 - Escrever por escrever - (Catarina Cunha)

Eu poderia deixar esse título como frase de efeito no final. Colocando assim, de cara, torna o texto óbvio. No entanto levei em consideração...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Coluna Asas #30 - Editorial: um mês de 2021 já se foi - (Bia Machado)

 



Janeiro se foi, estamos hoje no 32° dia de 2021, mas é como se o ano estivesse começando agora. É estranha sentir isso, mas inevitável. Passei o mês de janeiro fazendo tarefas da editora, sim, mas com a impressão de vagarosidade imensa, como se o meu subconsciente me avisasse: "Vai com calma, ainda é janeiro", mas nessa segunda-feira parece que acordei com uma mensagem diferente: "Bora, que já é fevereiro!" Na verdade, pareceu mais uma ordem, isso sim.

Nem fiquei me esforçando para fazer as coisas, deixei a agenda me levar e no fim da tarde, ao parar, notei que tinha feito em um dia o que em janeiro eu levaria uma semana para dar conta. Como explicar isso? Estava quase desligando o notebook quando me lembrei, ops! O texto da Coluna Asas!

Ao escrever esse texto, me dou conta de que estou trabalhando com nada menos que seis livros, de forma simultânea. Até o final de março, estarão todos impressos. E entre eles não há um que seja meu. Pelo menos, não  completamente... Chegando à conclusão de que precisarei de férias em abril. No máximo, só mexer com as vendas. Um mês, talvez, para terminar um dos meus livros que estão parados, nem vou dizer quantos, porque me chamariam de doida. Não precisam me chamar, sei que não funciono lá muito bem.

Devo não ser muito normal, mas quem é, nessa loucura em que vivemos? Por mais que seja uma correria com a editora, seja só eu pra fazer 99% das coisas (as capas são território do Pedro e da Evelyn, o envio dos livros é função do Alexandre, o marido, e as ilustrações são da BeAxe) e eu tenha outro trabalho, que socialmente falando é ainda mais importante do que editar livros, ainda mais nessa atual conjuntura, não consigo mais me enxergar como alguém que não edita livros. Isso tem um motivo coerente e tem um preço que dá para pagar com tranquilidade, ou quase, a base de alguma terapia e reflexão, ou talvez um tanto de mea culpa também. Compensa? Nessas horas eu sempre me lembro do Pessoa e faço uma paráfrase: tudo realmente vale a pena, pois não sinto minha alma pequena. Cabe o que vier, se me fizer bem. E faz, mas em outro momento eu explico. Já estourei o tempo por hoje.



Imagem: Free-Photos, site Pixabay.

Um comentário:

  1. Nossa, já é fevereiro real! Gostei da frase citada do Pessoa, eu complementaria com o Gullar. A gente acaba fazendo tanto porque só o que está aí pra gente, não está bastando mais. E as vezes bate a sensação de impotência, quando não se dá conta de tudo (acontece muito aqui).

    Mas venho aprendendo na terapia a "abrir espaço", as vezes algo precisa sair ou deixar de lado, para que outros entrem, evitando sobrecarregar. Tá sendo meu mantra pra 2021!

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