quarta-feira, 12 de maio de 2021

Coluna Asas #60 - Quem te inspira? Minha paixão pelo Peter Milligan - (Fil Felix)

 


Ao contrário de muitos fãs de quadrinhos, que começaram a ler ou até mesmo acompanhar certas personagens ainda na infância, eu tive um relacionamento um pouco mais tardio com o formato. Foi na adolescência que conheci o universo dos mangás e das HQs, do colecionismo, de como funcionava as publicações nacionais, a diferença entre as poderosas DC e Marvel, além das séries alternativas de outras editoras. Foi quando conheci também o submundo dos scans, com os grupos que se dedicam a traduzir pro português muito conteúdo que nunca sairá no Brasil, reacendendo a chama dos debates em torno da pirataria e ganhando a ira das editoras.

sábado, 8 de maio de 2021

Coluna Asas #59 - O autor canino - (Bruno Andrade)

 


Quando criança — tenho quase certeza de que já fui uma —, eu sabia perfeitamente o que era bom: os Cavaleiros do Zodíaco, filmes de ação, pizza, videogame, gibis da Turma da Mônica e livros da coleção Vaga-Lume. Não precisava de validação alheia, tampouco me intimidava com opiniões contrárias: tal qual um cachorro, eu só precisava seguir meus sentidos e minha intuição; o que eu visse, ouvisse, sentisse, cheirasse ou provasse e me parecesse bom, decerto era bom. E eu vivia feliz correndo e latindo atrás de carros, sem me preocupar com o que faria quando eles parassem.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

sábado, 1 de maio de 2021

Coluna Asas #57 - A história sem fim - (Giselle Fiorini Bohn)

 


Decido escrever um conto, cerca de mil palavras; nada que exigiria mais do que uma ou duas horas. O enredo é claro, assim como as escolhas relevantes: espaço, foco narrativo, tempo. Então eu termino. Fim.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Coluna Asas #56 - Das reflexões... - (Evelyn Postali)

 


Tudo que se passa no onde vivemos é em nós que se passa. 

Tudo que cessa no que vemos é em nós que cessa.”

Fernando Pessoa

 

Penso em mim, enquanto ser humano, enquanto mulher que escreve e desenha, como uma casa entulhada de coisas e silêncios, rostos, objetos, nomes, lugares, vazios enormes, luzes e escuridão, um amontoado de eventos, marcados nas paredes que se entrepõe entre um tempo e outro, entre o passado e o presente, formando um labirinto tantas vezes indecifrável, mutável, atravessado de ideias.