Postagem em destaque

Coluna Asas #19 - As palavras e as imagens (Eduardo Selga)

  Acabo de ler O pagador de promessas, texto dramático de Dias Gomes datado de 1960, em versão verbo-visual. É uma graphic novel de 2009, pu...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Coluna Asas #26 - Os dois "bons gostos" - (Eduardo Selga)


Num tempo recente na literatura brasileira, em que a “normalidade social” era representada por alguns padrões muito fixos, engessados mesmo, fugir a eles era arriscar-se a estar fora de um ente poderoso, que não permitia muita margem de contestação, chamado “bom gosto”. Muito mais ontem que hoje, o significado se referia a uma qualidade do artista: selecionar “bons” caracteres estéticos que, somados, atestariam a boa qualidade de sua obra. 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Coluna Asas #24 - Um Retrato de Distúrbios Psicológicos em quatro HQs - (Fil Felix)


Um tema bastante frequente nas histórias em quadrinhos são dos distúrbios psicológicos, desde os mais leves, passando pela própria loucura até outras doenças mentais. O ambiente psiquiátrico também é protagonista ou coadjuvante em muitas histórias. Peguemos, por exemplo, o Batman: praticamente toda sua galeria de vilões possui alguma questão psicológica, como o Duas Caras (dupla personalidade) e Charada (transtorno obsessivo-compulsivo), entre muitos outros que perderam o contato com a realidade, surgindo também dentro dessa mitologia o Asilo Arkham, uma espécie de prisão especial para os criminalmente insanos. O mutante Legião dos X-Men também é conhecido por suas múltiplas personalidades, cada qual dominando seu corpo por vez e desbloqueando um poder diferente. Autores como o Neil Gaiman deu à loucura uma personagem muito interessante: a Delírio dos Perpétuos, que representa o próprio caos e a loucura no universo da série Sandman.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Sobre o resultado da seleção para a antologia "Outros Brasis da Ficção Científica", organização de Davenir Viganon

 



O anúncio dos selecionados para a antologia "Outros Brasis da Ficção Científica", da Caligo Editora, com organização de Davenir Viganon será hoje, às 18h30 (horário de Brasília) no canal Diário de Anarres. A live será curta, cerca de 30 minutos. Participe e tem surpresa para quem ficar até o final!






sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Coluna Asas #23 - Escrever por escrever - (Catarina Cunha)


Eu poderia deixar esse título como frase de efeito no final. Colocando assim, de cara, torna o texto óbvio. No entanto levei em consideração os tempos cascudos em que vivemos: a alergia endêmica a “textão” acima de 140 caracteres. Tentarei ser profunda sem chatice com 140 palavras. De positivo a objetividade em detrimento dos prolixos textos que enceram a mente do leitor até que o brilho ofusque a ideia principal. De negativo a profundidade de um pires. Escreve-se de tudo sem a menor preocupação com o conteúdo. 

 O princípio é o mesmo de “Bebo-o porque é líquido, se fosse sólido comê-lo-ia”, frase atribuída ao controverso Jânio Quadros.  Se alguém me perguntar porque escrevo crônicas eu dou essa ensaboada: “Escrevo-as porque são letras, se fossem palavras falá-las-ia”; logo não disse absolutamente nada. 

140 palavras. Foi muito ou pouco?