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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Coluna Asas #11 - H. G. Wells à brasileira (Felipe Rodrigues Araujo)

 


A carreira do artista brasileiro Henrique Alvim Corrêa foi curta. Nascido no Rio de Janeiro e radicado na Bélgica, ele morreu aos 34 anos. Iniciou seus estudos sobre arte em 1894, na cidade de Paris, França, onde foi aluno do pintor Jean Baptiste Édouard Detaille (1848*1912), especializado em pinturas de cunho histórico e de tema militar. Três anos depois, começou uma série de leituras no intuito de executar um grande panorama circular com o título de Cerco à Cidade de Paris.

Porém, o desenhista deixou um legado de ilustrações sobre ficção científica. Isso ocorreu graças à arte que produziu para a novela do escritor H. G. Wells – A Guerra dos Mundos – na qual marcianos invadem Londres. A obra de Wells trouxe à tona algumas superstições vitorianas (e suas consequências) a respeito do desconhecido, além do medo generalizado do apocalipse.

Corrêa apresenta um estilo fantástico, rico em detalhes e sombrio, suas máquinas marcianas de extermínio lembram muito aracnídeos. A edição belga, de 1906, com as ilustrações do artista brasileiro é uma raridade. Foram lançadas somente 500 cópias destes exemplares.

Apesar da carreira brilhante, este ilustrador talentoso foi conhecido no Brasil tardiamente. Isso se deve ao desenvolvimento de seu trabalho ter ocorrido todo na Europa. O Velho Continente, palco de muitas guerras, também teve papel fundamental na destruição do trabalho de Corrêa. As ilustrações de temas militares que estavam em seu ateliê foram perdidas durante a invasão dos alemães em Bruxelas, no começo dos anos 10. Ocorreu também, em 1942, torpedeamento do navio que trazia para o Brasil as suas obras gráficas.





Fonte das imagens: Pedro Martins Xexeo

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