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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Coluna Asas #3 - Literatura venezuelana (Felipe Rodrigues Araujo)





O período colonial é o primeiro estágio de desenvolvimento da literatura venezuelana. Naquela época, as obras produzidas eram altamente influenciadas pela cultura espanhola. Em 1700, poesias e crônicas de estilos variados foram as obras literárias de maior produção. Já nos anos 1800, o país conquistava sua independência, o que influenciou o surgimento de muitos livros de cunho político, apresentando uma autobiografia do pré-revolucionário Francisco de Miranda - influente nas ideias de Simón Bolívar e Bernardo O'Higgins, entre diversos nomes que conquistaram a independência - como seu maior expoente.



Naquele período, ocorreu o desenvolvimento do Romantismo, que tem a obra Peonía, de Manuel Romero García, como uma das principais representantes. Peonía é considerada a primeira novela nacional da Venezuela por representar tipos, idioma e costumes da época. Geralmente considerada como uma novela criolista (criolo eram chamados os descendentes de espanhóis com indígenas nascidos no país), narra uma história de amor entre uma campesina e seu primo, um jovem que acaba sendo exilado.

Após o momento de independência do país, ocorre um processo de diversificação literária e surgem escritores como Miguel Otero Silva, Arturo Uslar Pietri, Andrés Eloy Blanco e Rómulo Gallegos.


Outro escritor importante para a literatura da Venezuela foi Juan Vicente González, considerado o primeiro escritor romântico do país no século XIX. Ele foi autor da biografia "Las Mesenianas", sobre José Félix Ribas, líder político independentista venezuelano. No gênero da prosa, escreveu "Ecos de las Bóvedas" e "Historia del Poder Civil". Na poesia, apesar de possuir diversos títulos publicados, o de maior destaque é "Mis Exequias a Bolívar".

Um dos principais representantes da escola Neoclassicista foi Andrés Bello, humanista, poeta, filósofo e educador que editou um conjunto de publicações que tiveram profunda influência na cultura do país. Entre suas obras, destacam-se “Calendario manual y guía universal del forastero en Venezuela para el año de 1810” e “Resumen de la historia de Venezuela”. Além disso, Andrés Bello foi editor do jornal Gazeta de Caracas, o primeiro a ser impresso na Venezuela.


Um dos principais títulos que os escritores venezuelanos almejam é o “Prémio Internacional de Novela Rómulo Gallegos”. Em homenagem à Rómulo Gallegos, escritor e político, este prêmio foi criado em 1964 para promover e desenvolver a literatura feita em castelhano. Sua primeira edição ocorreu no ano de 1967 e tem organização do Centro de Estudos Latinoamericanos Rómulo Gallegos. Entre as obras laureadas, destacam-se “La casa verde”, de Mario Vargas Llosa (Peru), “Cien años de soledad”, de Gabriel García Márquez (Colômbia) e “Terra nostra”, de Carlos Fuentes (México).

García Márquez, apesar de colombiano, tem papel notável na difusão da gênese cultural venezuela por meio de sua ficção inspirada nos últimos dias de Simón Bolívar, "O General e Seu Labirinto“. O livro narra o período em que Bolívar viajava de Santa Fé de Bogotá ao Caribe colombiano, pensando em voltar à Europa, momento em que sofria de tuberculose.

Entre outros escritores importantes da Venezuela estão: Eduardo López Rivas, Andrés Mata, Eugenio Montejo, Miguel Otero Silva, Teresa de la Parra, Juan Antonio Pérez Bonalde, José Rafael Pocaterra, José Antonio Ramos Sucre, Ana Enriqueta Terán, Arturo Uslar Pietri, Gabriel José Vale Valera, Laureano Vallenilla Lanz, Pascual Venegas Filardo, Venezuela, César Zumeta, Lucila Velásquez.

2 comentários:

  1. Muito bom seu artigo sobre a literatura venezuelana, fiquei pensando no por que de não conhecer nenhum autor desses que foram citados. Só o Gabriel Garcia mas ele não era da Venezuela. Vou começar a incluir mais diversidade nas minhas leituras, obrigada por isso!

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    1. Obrigado pela leitura, Priscila. Realmente, nós não conhecemos muito bem os nossos irmãos latino-americanos, por isso resolvi focar nesses autores. Viva Bolívar! Grande abraço!

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